
Você tem pai, filho. E adoro como a cada dia você se lembra dele, com amor. Todo dia ao acordar pede por ele e se lembra que a qualquer momento, já que o hoje e amanhã ainda não fazem sentido pra você, ele pode entrar por nossa porta. Na verdade, de uns tempos pra cá, acho que seu som favorito é o da campainha, sempre que ela toca o meu coração balança com sua esperança: "é o papai, papai tá ati?". Dói. Dói a saudade, dói a vontade de fazer ele surgir na sua frente só pra saciar seu desejo daquelas brincadeiras de menino, que eu, "mamãe menina rosa" como você insiste em definir, não consigo suprir. Mas quero que saiba, hoje e sempre, que amor você tem, filho, de sobra, da mamãe e do papai, que mesmo de longe canta suas canções na esperança de que você possa ouvir.
É o melhor, sempre é.