Quando descobri que estava grávida do João uma das primeiras coisas que minha mãe me disse foi "Serei avó, não mãe. Você é quem vai cuidar e educar essa criança!" e desde então tenho feito isso. Eu fiz, eu educo, eu chamo atenção e eu sou responsável por ele. Fui mãe nova e encho a boca pra dizer que não sou de deixar João ser olhado por babás ou outras pessoas para que eu possa me divertir sempre que quero, pelo contrário, tenho plena consciência do quanto a palavra renúncia anda colada com a maternidade ativa. Tento fazer o melhor possível para o meu filho e peço conselhos quando necessário. Isso, eu sei pedir conselhos, não precisa oferecê-los.
Se tem uma coisa que irrita mãe é o palpite, geralmente vem de quem pouco te conhece e tem pouco convívio com você. Se é da família e te vê uma vez a cada dois meses, se é da família e te vê todo final de semana, se não é da família e é amigos, se é amigo e tá dentro da sua casa toda semana, não importa, você não tem o direito de dar sua opinião na criação da criança alheia a não ser que seja pedido. E se você ainda não é mãe o direito de palpitar se resume a zero. E aí você escuta "falo porque me preocupo", se preocupasse estava aqui me ajudando todos os dias, está? Não. Pronto, assunto encerrado.
Pode parecer chatice, mal humor materno e outras mil coisas desagradáveis, mas nada é que o instinto feminino de proteção e auto superação de limites. Foi se a época em que as mães pariam naturalmente, criavam seus filhos sem manuais de instruções e cursos ensinando como ser mulher/mãe. O instinto natural tem sido deixado de lado e a cada dia os palpites (seja da forma que for) vem confundindo a cabeça das mulheres e é essa confusão que precisa ser evitada. Hoje eu evito palpites, evito pessoas e quando começam a falar eu vou pro meu mundo paralelo da organização da casa e já faço uma lista de tarefas mental, concordo pra não render.
E é isso, se você não foi solicitado o melhor a ser feito é ficar calado. Lembre: silêncio nunca é de mais.
Adorei! É bem assim mesmo!
ResponderExcluir<3
Excluireheheheheh Falou e disse Dona Marina! Em terra onde todos falam demais silêncio é ouro!
ResponderExcluirEu fiquei muito mais cansada mentalmente no pós-parto com a palpitada de desconhecidas do que com a adaptação a nova vida de mãe. É Phoda!
bjocas pra vc, baby e Jojoca!
Precisamos saber NOS ouvir mais, né? Palpitada cansa SEMPRE!
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