João está em uma fase em que só quer dormir se for acompanhado, temos seguido a rotina de banho, leite, história e cama, mas ainda assim ele quer companhia durante a noite. Venho escutando a velha ladainha: não pode deixar dormir com você, faz mal a criança dormir no mesmo quarto que os pais, acaba com a intimidade do casal. E aí entra aquele ponto em que você concorda e está segura o bastante nas suas escolhas pra não render assunto e ignorar. Em primeiro lugar por saber claramente os benefícios da cama compartilhada e da criação com apego no desenvolvimento das crianças, por saber de cor as normas de segurança para cama compartilhada, em segundo lugar por respeitar o tempo do meu filho e saber que ele crescerá e quando ele voltar a se sentir seguro irá naturalmente para sua cama, como sempre foi.
Mas por que essa "regressão" acontece? Por que as crianças sentem necessidade de ir para a cama dos pais? A criança precisa ser dependente no seu tempo, para quando chegar o momento da independência ela ser segura o bastante. Crianças criadas a base do choro para que se acostume, de terceiros e da falta de diálogo tendem a ser adultos inseguros, tímidos, ansiosas e com N distúrbios psicológicos. A cama dos pais é um lugar visto como seguro, onde é possível sentir a presença de quem a protege e assim é possível dormir de forma tranquila.
"Respeite o tempo da criança para que ela seja segura e independente quando estiver pronta." Escutei essa frase de um pediatra do qual não lembro o nome em um congresso de pediatria e adotei pra minha vida, desde então tudo faz sentido. Todas as vezes que respeitei o tempo do João as mudanças foram menos sofridas, ele abandonou a chupeta aos 8 meses porque quis, as fraldas aos dois anos porque estava preparado, a mamadeira também ao seu tempo e assim seguimos com a cama compartilhada. Ele dorme no quarto dele quando quer, dorme em nossa cama quando quer e quando se sentir pronto para dormir somente em seu quarto, aí será assim. Se eu, no auge da minha vida adulta, me sinto segura ao dormir com meu companheiro, quem sou eu pra obrigar meu filho a dormir sozinho? Tem dia que o marido se sente incomodado? Sim. Passo a noite tirando ele de cima da minha cabeça, sendo chutada, e tirando ele de cima da minha barriga. Mas penso nele e em todas as mudanças que ele anda enfrentando com paciência e amor, ando me despedindo dos seus dias de filho único e dando toda atenção que ele necessita.
E hoje, ao acordar com ele por cima de mim, estava tocando uma música no prédio que me fez ter a certeza de que estou fazendo o certo seguindo meu coração e me fez pensar no que deve passar na cabecinha dele: eu só quero amar você e quando amanhecer eu quero acordar do seu lado.
Mas por que essa "regressão" acontece? Por que as crianças sentem necessidade de ir para a cama dos pais? A criança precisa ser dependente no seu tempo, para quando chegar o momento da independência ela ser segura o bastante. Crianças criadas a base do choro para que se acostume, de terceiros e da falta de diálogo tendem a ser adultos inseguros, tímidos, ansiosas e com N distúrbios psicológicos. A cama dos pais é um lugar visto como seguro, onde é possível sentir a presença de quem a protege e assim é possível dormir de forma tranquila.
"Respeite o tempo da criança para que ela seja segura e independente quando estiver pronta." Escutei essa frase de um pediatra do qual não lembro o nome em um congresso de pediatria e adotei pra minha vida, desde então tudo faz sentido. Todas as vezes que respeitei o tempo do João as mudanças foram menos sofridas, ele abandonou a chupeta aos 8 meses porque quis, as fraldas aos dois anos porque estava preparado, a mamadeira também ao seu tempo e assim seguimos com a cama compartilhada. Ele dorme no quarto dele quando quer, dorme em nossa cama quando quer e quando se sentir pronto para dormir somente em seu quarto, aí será assim. Se eu, no auge da minha vida adulta, me sinto segura ao dormir com meu companheiro, quem sou eu pra obrigar meu filho a dormir sozinho? Tem dia que o marido se sente incomodado? Sim. Passo a noite tirando ele de cima da minha cabeça, sendo chutada, e tirando ele de cima da minha barriga. Mas penso nele e em todas as mudanças que ele anda enfrentando com paciência e amor, ando me despedindo dos seus dias de filho único e dando toda atenção que ele necessita.
E hoje, ao acordar com ele por cima de mim, estava tocando uma música no prédio que me fez ter a certeza de que estou fazendo o certo seguindo meu coração e me fez pensar no que deve passar na cabecinha dele: eu só quero amar você e quando amanhecer eu quero acordar do seu lado.
Lindooooo.... penso do mesmo jeito que você e faço aqui em casa assim tbem, respeito a vontade e pedidos dele para justamente não crescer uma criança frustada e dane-se para a opinião dos outros! Parabéns por nos transmitir isso... abraços!
ResponderExcluirChorei... Também quero dormir com a Sophia enquanto for possível. Dormir com um homem?! Quem sabe um dia talvez... bjocas para Jojoca
ResponderExcluirVou comentar a partir unicamente de experiência própria, até porque ainda não sou mãe e não sei como agiria caso passasse pela mesma situação. Mas lendo o texto, eu concordei com vc, ao mesmo tempo que lembrei de como aconteceu comigo. Eu nunca consegui dormir no meu quarto. Minha mãe tentava me convencer de todas as formas ("suas primas sonham em ter um quarto só pra elas, como vc tem o seu"), mas era simplesmente impossível. Então desde sempre minha mãe carregava o meu colchãozinho pro quarto dela, pra eu dormir no chão do lado da cama dos meus pais, No MEU caso, eu nunca ganhei segurança pra ficar sozinha e até hoje, aos 27 anos de idade, tenho dificuldades seríssimas. E infelizmente isso teve um peso grande no casamento dos meus pais, sim (claro, junto a mil outros problemas, mas interferiu negativamente). Isso me atrapalhou e me atrapalha até hoje em inúmeras situações. Perdi uma pequena, mas significativa parte da minha independência por conta disso (desde novinha, perdia oportunidade de dormir na casa das primas ou dos amiguinhos e hoje tenho zica de dormir fora de casa). Mas me lembro que, as poucas vezes que a minha mãe insistiu e sentou do meu lado na minha cama até que eu dormisse (não me deixava lá sozinha, mas voltava pro quarto assim que eu dormia), eu acordava no outro dia com orgulho de ter conseguido dormir o resto da noite sem a companhia dela, porque ela me fazia entender que essa "vitória" era importante.
ResponderExcluirMIL LINHAS DEPOIS, essa é minha história! Hahaha no meu julgamento hoje, de adulta, acredito que poderia ter havido formas melhores da minha mãe lidar com o meu medo, que me poupariam de alguns problemas mais tarde. Mas claro, esse foi o meu caso! Tomara que daqui a um ano, o João te expulse do quarto dele pra ele poder ficar sozinho com os brinquedos e pensamentos dele! :D Beijos!
Lorena, ele já expulsa. Mas ele sabe que se precisar pode ir pro nosso quarto, entende? Precisamos deixar os filhos serem dependentes enquanto são para quando se tornarem independentes terem a certeza da segurança familiar. Isso é um dos parâmetros da criação com apego que quando trabalhado junto com os outros cria adultos extremamente bem resolvidos e independentes.
ExcluirE tira que isso teve um peso no casamento dos seus pais, porque casais bem resolvidos não se deixam abalar por cama compartilhada. Se encontram e se apoiam na base da criação dos filhos e em relação ao sexo: a casa não é só o quarto do casal.
Beijo Beijo