A depressão pós-parto é uma condição que afeta 10% a 15% das mulheres no pós-parto. Este quadro tem seu início em algum momento durante o primeiro ano do pós-parto, havendo maior incidência entre a quarta e oitava semana após o parto. Geralmente se manifesta por um conjunto de sintomas como irritabilidade, choro frequente, sentimentos de desamparo e desesperança, falta de energia e motivação, desinteresse sexual, transtornos alimentares e do sono, ansiedade, sentimentos de incapacidade de lidar com novas solicitações. Uma mãe com depressão pós-parto pode apresentar também sintomas como cefaleia, dores nas costas, erupções vaginais e dor abdominal, sem causa orgânica aparente. Os transtornos do humor que acometem as mulheres no período pós-parto incluem também a melancolia da maternidade, conhecida ou denominada de "baby blues", ou "tristeza pós-parto", além das psicoses puerperais. O baby blues é caracterizado por um curto período de emoções voláteis, que comumente ocorre entre o segundo e o quinto dia após o parto, tendo geralmente remissão espontânea.
É importante a identificação da DPP em razão de seus efeitos devastadores sobre as crianças e a maioria dos estudos refere que a DPP atinge de 10% a 15% das mulheres.
São conhecidos fatores de risco para a DPP, são estes: baixa auto-estima, problemas na situação conjugal e socioeconômica, além de gravidez não planejada ou não desejada. Um número considerável de estudos tem evidenciado que a DPP está associada a resultados cognitivos e socioemocionais adversos em crianças. A duração da DPP relaciona-se com uma redução na afetividade e cuidados direcionados à criança, resultando em prejuízo no desenvolvimento cognitivo e social no primeiro ano
de vida e diante da possibilidade de repercussão negativa do estado depressivo da mãe no desenvolvimento infantil, a influência da depressão materna no primeiro ano do bebê tem sido intensamente investigada. O reconhecimento da DPP é importante não apenas para a compreensão e o tratamento da mãe, mas também por seus efeitos negativos sobre o relacionamento entre a mãe e o bebê, e sobre o aprendizado e desenvolvimento social e emocional da criança. A prevenção da DPP é a melhor forma de evitar tais efeitos, e o apoio social é um dos fatores mais vitais da prevenção. Receber apoio da família, dos amigos e dos colegas pode ajudar a reduzir a seriedade da depressão pós-parto, mas não evita o problema. Questionários de triagem podem ajudar a obter a detecção da depressão ou dos riscos de que esta ocorra. Mulheres que já tiveram depressão pós-parto terão menos chance de apresentar o quadro novamente se começarem a tomar antidepressivos logo após o parto.
Os sintomas da depressão pós-parto são os mesmos da depressão que ocorre em outros momentos da vida. Além da tristeza e da depressão, você poderá apresentar alguns dos seguintes sintomas:
- Agitação e irritabilidade
- Falta de apetite
- Sensação de inutilidade ou perda
- Sensação de reclusão ou desconexão social
- Falta de prazer em todas ou quase todas as atividades
- Falta de concentração
- Falta de energia
- Problemas para executar tarefas em casa ou no trabalho
- Sentimentos negativos em relação ao bebê
- Ansiedade considerável
- Pensamentos sobre morte e suicídio
- Problemas para dormir
- Ser incapaz de se cuidar ou cuidar do bebê
- Ficar com medo de ficar sozinha com bebê
- Ter sentimentos negativos em relação ao bebê ou até pensar em machucá-lo, nesse caso fale sobre isso com o seu médico imediatamente.
- Preocupar-se demais com o bebê ou ter pouco interesse no bebê
Não sinta medo de buscar ajuda imediatamente caso tenha algum desses sintomas. O tratamento para a depressão pós-parto muitas vezes inclui medicamentos, terapia ou uma combinação dos dois que costumam ser bem-sucedidos na redução ou eliminação dos sintomas da depressão pós-parto. Se você for diagnosticada com depressão, poderá precisar de acompanhamento nos próximos seis meses, existem vários tipos de medicamentos antidepressivos que podem ser dados a mães que estejam amamentando. A terapia cognitivo-comportamental (TCC) e a terapia interpessoal (TIP) são tipos de terapia eficientes para tratar a depressão pós-parto.
O ato de amamentar é importante para a mãe e para a criança não só no sentido nutricional ou de transmitir anticorpos, mas também para fortalecer a ligação mãe-filho. O aleitamento materno deve ser estimulado, porque é bom para a mulher e para a criança e também é um fator de proteção social.
Querida Marina,
ResponderExcluirMuito obrigada pela matéria...
É muito difícil passar por isso e as pessoas não entenderem ou até te criticarem...
Beijos no seu coração