No aniversário do Cisco procuramos empresas bacanas que valorizassem a infância e que, junto com nossa família, organizassem oficinas para que nossos convidados pudessem se sentir a vontade. Meu primeiro contato com a Ciranda de Roda já foi muito agradável, eu preso muito pelo acolhimento e boa vontade do profissional. A Babita me ouviu (ou leu?) e fezz um mix com as nossas ideias. O resultado foi uma oficina de pintura divertida e de barquinhos de papel que divertiu todos os nossos pequenos. Tem criança que até hoje só quer saber de pintar e nós amamos!
Como foi um momento lindo e inesquecível pra nossa família, deixamos aqui uma conversa com a turma da Ciranda para vocês.
Pequenininho.: O que faz a Ciranda de Roda?
Ciranda: A brincadeira, o jogo, a alegria e o prazer em trabalhar no que gostamos. Os cirandeiros (nome carinhoso que nos chamamos dentro da equipe de profissionais) se dedicam muito, se cobram o suficiente e se divertem sem mesura... Acho que trabalhar com crianças é isso, encontrar pequenos impulsos e desejos que movimentem a gente, que fazem a gente querer continuar!

P.: Onde vocês atuam?
C.: Somos uma empresa voltada para o público infantil, e geralmente atuamos em festas de aniversário. Temos desde a Pintura Divertida (pintura de rosto, mão, braço e onde mais a criatividade do pequeno inventar) até a “Roda de Histórias”, nosso tesouro de compartilhar carinho com o outro. A gente faz também eventos em shoppings, temos parcerias com gente muito incrível e fofa, como as mamães do Padecendo no Paraíso, as famílias do Na Pracinha e dois buffets super bonitos, o Na Vila Buffet e o Espaço Casinha da Vovó. A gente sempre busca estar em lugares que partilham da nossa filosofia de trabalho: brincar com vontade e criatividade!
P.: Qual seu objetivo para com as crianças e a infância?
C.: Eu, particularmente, vejo a relação entre crianças e adultos de uma forma muito abrangente e especial. Vai além da transmissão de conhecimento e sabedoria do adulto para a criança, tem bastante a ver com o contrário, na verdade. No teatro a gente aprende que trocar com o outro pode ser a coisa mais bonita, naquele momento de compartilhamento verdadeiro entre duas pessoas. A reação e a relação com as crianças é muito potente, você muitas vezes não espera o que elas vão te dizer ou fazer, mas é espontâneo e sincero (até quando elas estão “fazendo de conta”). A cada dia aprendo algo de novo fazendo teatro ou recreação para esse público. O que acredito ser imutável nisso tudo é meu desejo de troca, de tentar passar para esses pequenos essas coisas que parecem bobas, mas que são os tesouros que vou recolhendo da vida, que vou reconhecendo no meu dia a dia. Acho que, no fim, quero e tenho muito a aprender com eles.
P.: Qual a visão da Ciranda para com as festas ao ar livre? E as festas fechadas? Como valorizar a infância?
C.: Eu sou muito suspeita pra falar sobre tudo isso, porque desde criança eu sou apaixonada por festa! Pra mim existe um clima, uma situação muito intrigante para as relações muitas que se dão nesses momentos de descontração. E a criançada aproveita disso, e muito! Nas festas ao ar livre, por exemplo, elas exploram zilhões de coisas diferentes: tem a natureza, o enorme espaço aberto que te conecta com todo o universo, a quebra do cotidiano de concreto cinza... Tudo isso é propício para que os pequenos criem seus jogos e brincadeiras muito particulares. Eu acho bonito demais, mesmo. Falando assim parece até que as “festas fechadas” não tem seu valor. Claro que tem! Você ganha muito também quando está no play, no salão de festas, no seu quarto, na sala de aula, na sua cabeça! Quem disse que parede é entediante? Vamos colorir nelas, vamos aproveitar o contato com o chão, vamos proporcionar um momento de descoberta, de redescoberta daquele espaço, até então subestimado. Tudo pode ser reinventado, vamos deixar as crianças proporem, e vamos com elas! É isso que a gente faz aqui na Ciranda. E eu acho que assim é que valorizamos a infância: a gente segue o fluxo. A gente não tem cronograma pré-estabelecido (todas as festas tem programação personalizada), a gente não joga quadradinho. A gente improvisa, se renova e se diverte! Se não, nem tem graça...
P.: Conte um pouco sobre a Ciranda de Roda e o segredo dela ser tão especial.
C.: Tudo que a gente cuida com zelo na vida da gente é especial. Quando tem amor e carinho, isso volta pras pessoas. No caso, pra vocês, que são nosso público. Não vou mentir e dizer que tudo é sempre fácil, não é. Afinal de contas, o meu trabalho dos sonhos é uma empresa cheia de trâmites burocráticos (apesar de ser recém-nascida: temos um aninho de estrada), tenho três cirandeiros-amigos-parceiros que trabalham comigo para me ajudar a botar essa Ciranda de pé. Mas vale a pena. Vale a pena ir contra a maré do nosso ramo: fazer treinamentos de equipe pra renovar as brincadeiras, treinamentos de recepção de novos membros, contato direto com os profissionais-cirandeiros, preço justo pela qualidade do serviço e capacitação da nossa equipe. Estar com vocês é maravilhoso, porque escolhemos fazer isso. Ser recreador infantil não é um emprego qualquer (principalmente porque não existe um emprego melhor que outro!). Trabalhar com crianças em eventos é levar princípios, valores, cultura, teatro, dança, música, jogo, brincadeira e respiro para as crianças. A gente aqui da Ciranda de Roda acredita que tudo pode ser feito diferente, que o inovador e a mudança são coisas lindas que cruzam nosso caminho para ficarmos perdidinhos e, logo, logo, nos encontrarmos com uma risada marota e cheia de sonhos... Vamos brincar de novo?!
CONTATO CIRANDA DE RODA
31 8346 4451 (Claro)
31 9208 7016 (Tim)
ciranda-deroda@hotmail.com

Que bacana, eu nem sabia que existia esse tipo de coisa! Muito bom conhecer!
ResponderExcluirBeijos!
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