Obesidade é um fantasma real, 52% da população brasileira convive com esse mal. Metade da população de um país com proporções continentais, vocês conseguem calcular isso? Confesso que me assusto.
Eu sempre fui a gordinha da classe e o problema maior não era o bullying que eu sofria, era o mal estar. Não conseguia correr como as outras crianças, subir, escalar ou qualquer atividade que exigisse um esforço um pouco maior era muito sofrido, mesmo sendo criada no interior, correndo no meio do mato, o fato de não conseguir ser tão ágil quanto as outras crianças era um fatos que me incomodava. Na minha casa sempre teve horta, árvores frutíferas e comida "de verdade", no entanto na escola a sensação era salgadinhos, doces e mini refrigerecos. Felizmente meus pais não me dava dinheiro para comprar lanche todos os dias, mas na troca de lanches eu sempre gostava de quem oferecia porcarias. Tinha amiga que levava coxinha e nuggets, coleguinha que levava biscoito recheado com refrigerante e eu odiava meus pais por levar frutas e bolos. Mal sabia o bem que eles estavam me fazendo. Uma dessas amiguinhas, a do nugget, desenvolveu diabetes e hoje ainda luta com isso. Já a do biscoito já fez cirurgia bariátrica e hoje está anêmica. Eu continuo gordinha, não sou o exemplo de garota fitness, mas tenho a certeza de que a saúde e alimentação está em ordem.

Quando João nasceu eu não tinha noção da importância da alimentação saudável, engrossantes de açúcar fizeram parte da alimentação dele de 1 ano até os 2 anos, que foi quando eu comecei a me informar e descobrir os benefícios da alimentação saudável para o bem estar do meu filho. Ouvi muita gente me chamando de radical, de fresca, mas ao mesmo tempo essas pessoas ficavam assustadas quando viam o prato do João, sempre muito colorido. Na introdução alimentar do Francisco eu segui passos diferentes do João e mantive a escolha de evitar sucos, açúcar e frituras pelo menos até os dois anos e venho conseguindo. Minha família respeita nossas escolhas, pois percebem a importância da alimentação saudável para essas crianças. Não tenho medo de que alguém dê brigadeiro ou refrigerante escondido, pois parte de ser família consiste em respeitar as decisões dos pais para com as crianças.
Em tempos onde a Bela Gil é criticada por enviar lanches saudáveis para a filha, eu me alegro em ver pessoas que nadam contra a corrente e oferecem comida de verdade para as crianças, onde os processados estão sendo extintos e os alimentos orgânicos estão cada dia mais presentes na vida de crianças das capitais.
Não me orgulho ao ver meu filho pedindo por chocolate, não acho bonito uma criança pedindo açúcar. Não quero que ele sofra o que eu sofri, mas ao mesmo tempo não quero que ele sofra por privação. E para isso optamos por adaptação de paladar e hoje ele ama as frutas, verduras e legumes. Francisco, como não chegou a conhecer o doce, não é privado de algo que ele nunca provou. Tá funcionando, estamos felizes com esse resultado e o nosso corpo está mais leve. Todas as vezes que saímos da rotina e comemos algo processado, pesado ou gorduroso o corpo dá sinais.

O que faz a criança, é a regra, não a exceção. E as atitudes tomadas buscando o bem não devem ser classificadas como radicalismo ou frescura. Muitas vezes o apoio se faz mais necessário que as pedras.
E só pra constar, os coleguinhas é quem pedem pra ele dividir o lanche. Tem criança pedindo comida e dispensando o biscoito recheado, vale a pena se atentar!
Quando João nasceu eu não tinha noção da importância da alimentação saudável, engrossantes de açúcar fizeram parte da alimentação dele de 1 ano até os 2 anos, que foi quando eu comecei a me informar e descobrir os benefícios da alimentação saudável para o bem estar do meu filho. Ouvi muita gente me chamando de radical, de fresca, mas ao mesmo tempo essas pessoas ficavam assustadas quando viam o prato do João, sempre muito colorido. Na introdução alimentar do Francisco eu segui passos diferentes do João e mantive a escolha de evitar sucos, açúcar e frituras pelo menos até os dois anos e venho conseguindo. Minha família respeita nossas escolhas, pois percebem a importância da alimentação saudável para essas crianças. Não tenho medo de que alguém dê brigadeiro ou refrigerante escondido, pois parte de ser família consiste em respeitar as decisões dos pais para com as crianças.
Em tempos onde a Bela Gil é criticada por enviar lanches saudáveis para a filha, eu me alegro em ver pessoas que nadam contra a corrente e oferecem comida de verdade para as crianças, onde os processados estão sendo extintos e os alimentos orgânicos estão cada dia mais presentes na vida de crianças das capitais.
Não me orgulho ao ver meu filho pedindo por chocolate, não acho bonito uma criança pedindo açúcar. Não quero que ele sofra o que eu sofri, mas ao mesmo tempo não quero que ele sofra por privação. E para isso optamos por adaptação de paladar e hoje ele ama as frutas, verduras e legumes. Francisco, como não chegou a conhecer o doce, não é privado de algo que ele nunca provou. Tá funcionando, estamos felizes com esse resultado e o nosso corpo está mais leve. Todas as vezes que saímos da rotina e comemos algo processado, pesado ou gorduroso o corpo dá sinais.
O que faz a criança, é a regra, não a exceção. E as atitudes tomadas buscando o bem não devem ser classificadas como radicalismo ou frescura. Muitas vezes o apoio se faz mais necessário que as pedras.
E só pra constar, os coleguinhas é quem pedem pra ele dividir o lanche. Tem criança pedindo comida e dispensando o biscoito recheado, vale a pena se atentar!
Que lindo, Marina!
ResponderExcluirEstamos na mesma vibe aqui. Meu mais velho tem muita dificuldade em aceitar o novo. Foi acostumado com farinhas açucaradas e danoninho. :-( Mas, não perco a esperança! Uma hora vai ter que rolar. O mais novo veio numa época de mais clareza pra mim. Não come quase nada industrializado, mas não gosta de comida salgada. :-O Os lanches e o café da manhã rolam muito bem, mas almoço e jantar ainda são difíceis.