Sempre pensei que pra ser bem sucedida eu precisaria trabalhar fora de casa, em um regime de 8h às 18h de segunda a sexta, recebendo meu salário no quinto dia útil religiosamente. Meus filhos ficariam na escola em tempo integral, eu os buscaria, jantaríamos juntos e seríamos felizes para sempre. Ficar em casa cuidando de filho era perda de tempo, como eu aceitaria viver para minha família? Na minha cabeça era muita falta do que fazer. Onde estavam as conquistas feministas que me garantiam o direito de trabalhar fora e tirar meu próprio sustento? Iludido o homem que achava que conseguiria me prender em casa com filho. E foi assim durante muito tempo, ninguém tinha me contado que crianças chegam cansadas da escola e dormem cedo, que haveria trânsito, dias de treinamento, atraso na saída, que meu filho iria adoecer, que o tempo iria passar e eu não o veria crescendo.
Pari, amamentei, cuidei do meu filho exclusivamente até 11 meses e até os três anos ele ficou na escola em tempo integral. Trabalhei como nunca tinha trabalhado, era realizada profissionalmente e acreditava ser realizada como mulher. Até que...tive enxaqueca, gastrite, insônia aguda, engordei e mais N problemas de saúde. Amava o que eu fazia, mas a distância e a falta de tempo pra cuidar do meu filho e da minha família não estava fazendo bem para nós. Meu filho não estava feliz e isso era claro. Corri atrás e consegui uma vaga em uma escola que eu tentava desde que ele nasceu, meio horário e pública, abri mão do meu trabalho e todo aquele regime rigoroso que eu seguia. Organizamos uma rotina na qual eu trabalho no horário em que ele está na escolinha que ele ama e o restante do dia somos nós dois. Todos aqueles problemas de saúde gerados pelo estresse sumiram, João está mais feliz e comunicativo, a relação marido/mulher melhorou 300% e o clima tá uma delícia de viver.
Concluí que essa cultura feminista que só se é feliz trabalhando fora não se passa de uma lenda. Cada mulher se adapta a maternidade e ao casamento como pode, não é obrigação curso superior, regime CLT, babá, escolinha e coisas do tipo. Podemos ser felizes cuidando dos nossos filhos, casas e maridos, porque ser obrigada a sair todos os dias pra prestar serviço e contratar outra pessoa para servir dentro de casa? No fundo é contraditório. E sabe aquela história de "eu trabalhei o dia todo e você ficou atoa em casa"? Aqui não existe pelo seguinte motivo: é um trabalho infinito. A louça sempre estará suja, sempre haverá roupa pra lavar, a casa sempre precisará ser limpa e os filhos sempre precisarão de atenção. Qualquer pai ou mãe que se preze, sabe toda a atenção e cuidado que uma criança demanda e que o trabalho não rende se você cuidar bem dela. Casa com criança feliz não é impecável e é essa a lição que eu tenho aprendido todos os dias. Limpar a casa, alimentar um filho, brincar, cuidar e ainda manter o bom humor e auto estima no teto é uma tarefa árdua e hoje admiro muito quem a faz, assim como admiro quem trabalha fora e é feliz assim.
Tenho trabalhado pra me libertar da ideia feminista e venho construindo minha felicidade baseado no que realmente importa: a felicidade da minha família. Há pressão de todos os dias, todo dia alguém repete a mesma pergunta: Mas você só fica em casa, não faz nada?" Antes eu passava um relatório do meu dia e completava com "Isso é o nada que eu faço", me desgastava e ficava triste com a reação das pessoas. Hoje eu concordo pra não render, pois vejo que cada um tem sua experiência de vida e é praticamente impossível tentar convencê-las do contrário até que passem pela situação (vide o meu caso) e a resposta é curta, mas simples: O lucro é menor, mas a felicidade é maior.
Tenho trabalhado pra me libertar da ideia feminista e venho construindo minha felicidade baseado no que realmente importa: a felicidade da minha família. Há pressão de todos os dias, todo dia alguém repete a mesma pergunta: Mas você só fica em casa, não faz nada?" Antes eu passava um relatório do meu dia e completava com "Isso é o nada que eu faço", me desgastava e ficava triste com a reação das pessoas. Hoje eu concordo pra não render, pois vejo que cada um tem sua experiência de vida e é praticamente impossível tentar convencê-las do contrário até que passem pela situação (vide o meu caso) e a resposta é curta, mas simples: O lucro é menor, mas a felicidade é maior.
E agora:
Gosto muito dos seus posts. São fatos que acontecem na vida real é "pura realidade". Sou mãe de uma bebe de 3 meses, uma lida menina que vou ver crescer nesse mundo maluco que vivemos, pois matamos uma leão todos os dias para sobreviver e ler seus posts me faz acreditar que podemos criar nossos filhos de maneira saudável mesmo sem tempo e com tantos problemas que enfrentamos no dia a dia. Um forte abraço!!!
ResponderExcluirAdorei o post! Trabalho meio horário enquanto meu filho esta na escola. E depois ficamos muito juntos! Meu marido trabalha em outra cidade e então somos muito grudados mesmo! Amo ficar com meu filho e sou feliz e completa por conseguir ficar assim! E no final do dia: estou morta de cansaço mas realizada!
ResponderExcluirOiii Marina! Menina, exatamente como eu. Sabe qual foi a lição que tirei de tudo isso? Que a felciidade em família não tem preço, que ver e companhar cada descoberta da Eduarda me fazem vibrar de tal forma que nenhum trabalho fora de casa faria. Há uma cultura muito distorcida aqui no Brasil sobre ser dona de casa. Morei na Alemanha e lá é motivo de orgulho ter zelo pela casa, pelos filhos. Adorei o texto! Beijossss
ResponderExcluirAi que lindo! Sinal de que vc é feliz e azar do resto. Aproveite cada segundo que vc tem com seus filhos... morro de inveja das mães que podem ficar 24hs com seus frutinhos... Um dia ainda realizo o sonho de trabalhar por menos horas e poder estar mais tempo com Sophia.... bjocas
ResponderExcluirAdorei, me vi lendo sua historia. Me deu até um gas para continuar minha nada mole vida de dona de casa. Sou graduada em Ciências Contábeis, trabalhava como uma louca e amavaaaaaaaa. Hoje nada disso me importa a não ser minha filha que depende de mim em tempo integral.
ResponderExcluirQue lindo!! amei sua sinceridade.
ResponderExcluirDescobri a pouco tempo seu blog, e sempre que dá dou uma passada. Me identifiquei muito com esse pedaço da sua história; Tenho 21 anos e estou esperando meu segundo bebê, sou dona de casa e amo ser mãe, e na 'maternagem de cada dia' me descobri como pessoa (apesar das dificuldades que sempre existirão!!)
Ahhh...outra coisa: seu filhote é lindo!! e saúde pro segundo. =D
Marina, tenho 34 anos e sou mãe de dois filhos: Gabriel (17 anos) e Mariana (16 anos), fui mãe muito nova e infelizmente não tive essa maturidade. Suas escolhas foram sábias. Você teve ter tido pais presentes. Que sua família seja abençoada!
ResponderExcluirFui mãe aos 19 anos e meus p ais moram em outra cidade, os vejo pouco, mas falo sempre ao telefone. São presentes como podem.
ExcluirObrigada!